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Todos os pertences e objetos de valor já foram retirados. Restam espaços vazios, lembranças, barulho de escombros caindo. No ar, pó. Pós-guerra. Tijolos espalhados, barulho de destruição. Estas são as sensações de quem vive em meio à transformação Urbana. Aqui, subirão Prédios. Veremos menos o Sol.

As Famílias já foram embora, a antiga pensão está no chão, a igreja está sendo engolida por uma máquina-escorpião que destroça tudo em pouco tempo. Belos desenhos se transformam em entulho colorido. Tudo ao chão e, em breve, ali, no terreno vizinho, A CASA VAI CAIR.

_iN – CoMODo_ from Coletivo 132 on Vimeo.

Desde 2008, o Coletivo 132 é uma casa onde artistas moram, produzem, experienciam, expõe, discutem… Vivenciam a arte contemporânea em suas diversas linguagens, como a pintura, escultura, Música, Vídeo, literatura e, principalmente, Graffiti – o elo que os uniu. Eles têm na cidade um suporte e foi na rua que se conheceram, para transformar uma residência comum em uma verdadeira casa de arte.

Hoje, o Coletivo passa por novo processo de transformação: as máquinas estão no terreno e a vizinhança, agora, são os escombros, pois a casa 132 é mais uma vítima da especulação imobiliária, e será inteiramente demolida em poucas semanas, para dar lugar a um condomínio vertical.

IN-CÔMODO: um Protesto em forma de comemoração e uma comemoração em forma de protesto para celebrar a demolição da casa 132, que está ilhada em meio aos entulhos, porém, ainda de pé para realizar seu últimos eventos. Portanto, aproveitem e compareçam. Em breve, este templo da arte estará em ruínas, restando lembranças e a expectativa das novas ações no futuro endereço.

Trata-se de uma ocupação artística efêmera. Vamos descarregar tudo que nós, do Coletivo e artistas amigos e convidados estamos engolindo a seco… COM ARTE!

Não é só porque é a entrada da Primavera – salve, salve, estação da renovação! É também porque estamos em processo de florescimento de ideias e colheita dos frutos de nossas atividades que expomos aqui sobre um dos fios condutores dos projetos do Coletivo 132: a arte sustentável.

De todos os significados que encontramos nos dicionários para o verbo “sustentar”, são os preferidos: “alimentar(-se), nutrir(-se)”; “conduzir nas mãos, levar”; “manter(-se) no ar, evitando a queda”; “conceder dignidade, elevação espiritual ou moral a alguém (ou si mesmo)”. Para a sustentação das nossas melhores empreitadas e materialização de nossos motivos mais elevados – e sublimação dos mais indignos! –, o Coletivo 132 acredita nos elementos e processos naturais. Foram eles que nos levaram a participar do Eco Parade como curadores, por exemplo.

Sob coordenação do Tché 132, convocamos artistas plásticos, desenhistas, fotógrafos e grafiteiros para concepções artísticas que deram origem a lixeiras ecológicas, as ecobases, que são verdadeiras obras-iscas para a conscientização quanto ao devido trato do “lixo que não é lixo”. Ao total, 30 ecobases foram distribuídas pelos parques de Sampa – e expostas agora no MuBE, até dia 30 de setembro. Vai lá! Você aproveita para conferir as obras originais, que deram vida às ecobases. Para saber mais sobre o encaminhamento do material depositado nas lixeiras ecológicas do Ecoparade, onde encontrá-las e outras informações, visite o site do projeto.

Também fomos presença forte na abertura do Setembro Verde, programação gratuita – mostra de filmes, música, exposições, debates, eventos e ações sobre questões sócio-ambientais – promovida pela Matilha Cultural. A Zumi 132 representou com um live-painting, que você pode assistir clicando aqui.

Aliás, a performance da nossa artista nesse evento vai ilustrar um bocado do vídeo que está sendo produzido pela Box 1824 para divulgar seu estudo a respeito da visão do jovem sobre o Brasil e o futuro do País, a O Sonho Brasileiro. Fique ligado! A gente posta o vídeo aqui, assim como as outras novas que vêm por aí.

E que venham!

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Cine Clube 13.2

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No dia 10 de novembro de 2009 acontecerá a primeira edição do Cine Clube 13.2

Será exibido o filme: Impressões da Alta Mongólia (1976), de José Montes Baquer, sobre uma expedição em busca de cogumelos alucinógenos gigantes.

Acontece: 19:30hs

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Galeria POP Conheça mais no site

Data: dias 01,02 e 03 de dezembro de 09

Blog Oficial da expo
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Site de Ubatuba

http://www.fundart.com.br/
 

UBATUBA por: Enivo

Recebemos o convite de um artista chamado Marcos Fernandes, que esteve presente no 3° sarau do burro.
Ele nos disse para levarmos os trabalhos até Jandira e de lá eles encaminhariam para Ubatuba, todos da casa foram convidados, apenas eu e o Tche nos manifestamos e encaminhamos os trabalho.
Por fim, fomos selecionados e, para nossa surpresa, recebi uma medalha de prata em pintura contemporânea e o tche recebeu das duas telas que foram aceitas no salão “Mensão Honrosa” (que não sei bem o que é, mas é uma congratulação).
Estamos contentes com a conquista e nesta sexta-feira 23/10 estaremos lá para receber a premiação.

UBATUBA por: Tché

A exposição foi bem agradável, havia diversos artistas expondo, muitos deles ótimos, outros nem tanto.
Em muitas obras, não notei uma pesquisa em arte, apenas uma representação de alguma imagem com uma certa técninca e que muitas vezes isso não pertencia a uma mesma série. O fato de expor obras de series distintas, não fazendo relação de uma tela com a outra, faz pensar que são duas pessoas deferentes, além de não deixar claro a continuidade do foco da pesquisa.
Notei algumas telas com influências diretas de outros artistas, como dizem hoje em dia na era da tecnologia é o famoso “recorte-cole”. Isso, ao meu ver, é uma grande falta de criatividade e unidade perante ao desdobramento de uma pesquisa.
A referência é sempre muito importante, porém, não mais importante que o objeto final que provém da influência e não uma mera cópia.
É sempre bom ter vivências, isso nos faz crescer e ampliar nossos conhecimentos naquilo que vemos e convivemos.
Esse foi mais um passo, para expandir e dar passos cada vez mais largos.
Grande abraço.